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Notícias e Avisos

Fórum Bilíngue do INES analisa 16 anos da lei de libras com debates sobre políticas surdas e diversidade

  • Publicado: Segunda, 30 de Abril de 2018, 16h21

No dia 26 de abril, quinta-feira, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) realizou mais uma edição do seu Fórum Bilíngue, com o tema "16 anos depois da Lei de Libras: Conjunturas gerais sobre as políticas surdas no Brasil contemporâneo". O evento marcou o aniversário da lei que reconhece e regulamenta a língua brasileira de sinais (libras), sancionada no dia 24 de abril de 2002. Foram apresentadas conquistas, desafios e questões sobre diversidade na comunidade surda que emergiram durante esse período. Mais de 200 pessoas estiveram presentes no auditório do colégio de aplicação (CAp-INES).

Além de profissionais do próprio instituto e da TV INES, palestrantes convidados também participaram dos debates, como o norte-americano Raymond Rogers, da Deaf Counseling Advocacy and Referral Agency (DCARA), agência sem fins lucrativos voltada aos direitos dos surdos na Califórnia. Em língua de sinais americana (ASL), ele contou experiências de luta em prol dos direitos dos surdos em seu país, como a criação de centrais de intérpretes em universidades, e destacou como a pressão dos movimentos sociais é fundamental em todo o mundo. Já o pedagogo Ulrich Palhares, da Federação Nacional de Educação de Surdos (Feneis), citou o Plano Nacional de Educação (PNE) e a primeira prova em libras do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como exemplos de conquistas brasileiras nos últimos anos.

À tarde, o evento teve como tema central a diversidade cultural e os desafios das minorias dentro do movimento surdo. Foi apontada a importância da representatividade no ambiente escolar, na mídia e em espaços públicos e de destaque. "É necessário haver modelos negros surdos para que as crianças negras e surdas se reconheçam e saibam onde podem chegar", enfatizou a professora Márcia Paulo, do INES. Eduardo Felipe de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trouxe exemplos de encontros de negros surdos e apontou a dificuldade que alguns têm em identificar o racismo e denunciá-lo como crime.

Lygia Neves, militante e ex-aluna do INES, contou como lida com as opressões de ser mulher, negra, homossexual e surda: "A sociedade carimba tudo isso em nós, e esses estereótipos nos oprimem. Eu quero quebrar esses estereótipos", afirmou. A diversidade sexual e de gênero também foi abordada pelo maquiador e youtuber Leonardo Braconnot, mais conhecido como Kitana Dreams, seu nome de drag queen: "Eu nunca quis ser mulher, só me apresentar vestido dessa forma; algo mais artístico, teatral. Fiz um canal no YouTube porque não há muita informação acessível aos surdos sobre tais questões". Juventude e feminismo foram outros temas discutidos no fórum.

Sobre o Fórum

O INES realiza em sua sede o Fórum Bilíngue em encontros mensais durante este ano. São oferecidas atividades voltadas para o debate e a apresentação de experiências em torno de um eixo temático, reunindo especialistas, educadores, técnicos, pessoas surdas e seus familiares para refletirem e discutirem sobre assuntos relacionados à área da educação e da surdez e temas tangentes. O tema central em 2018 é "Políticas Linguísticas em Experiências Surdas". Confira a programação aqui no site e acompanhe os próximos encontros também pela página oficial do INES no Facebook. Para mais informações, entre em contato com a Divisão de Estudos e Pesquisas (Diesp), pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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